quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Com boa atuação, Raja Casablanca supera Auckland City e se garante nas quartas

Raja Casablanca: Askri, El Hachimi, Oulhaj, Belmaalen, Raki, Hafidi (Rahmani), Chitibi (Kanda), Karrouchy, Moutouali e Iajour (Mabide).
Téc: Fazir Benzarti

Auckland City: Willians, Irving (Pritichet), Vicelich, Bilen, Iwata, Berlanga, Bale, Krishna, Cristobal, Koprovic (Browne) e Dickison (Tade).
Téc: Ramon Tribulietx

A torcida local desde o inicio do jogo fazia uma bela festa na cidade de Agadir. E apoiado pela massa, a equipe local mais técnica e veloz, partiu para cima do Auckland City. Logo aos seis, o capitão e meia habilidoso Moutouali cruzou, a zaga neozelandesa falhou e Karrouchy de primeira mandou pra fora. Aos 11 minutos nova chegada verde e branca, Erraki recebeu após cobranças de falta e bateu forte sem grande perigo ao gol de Willians.

Contando com uma saída de jogo lenta, a equipe do Auckland não conseguiu criar muito perigo, sendo assim era cada vez mais acuada pelo time de casa, que aos 21 de jogo, teve boa chance nos pés de Iajour que recebeu de Moutouali e bateu cruzado para boa defesa com os pés do goleiro Willians. E o bom goleiro neozelandês trabalhou novamente em novo chute longe de Chitbi no minuto 37.

O gol da equipe da casa era questão de tempo e não tardou mais. Ao 39 minutos, Iajour novamente aproveitou a zaga em linha do rival, recebeu lindo passe de primeira de Karrouchy, ganhou na velocidade de Vicelich e fuzilou cruzado para as redes do Aucklad City, 1 a 0 Raja Casablanca. E assim terminou o primeiro tempo, com domínio total  é vitória da equipe marroquina se aproveitando da lentidão e fragilidade do adversário.
Na segunda etapa, o panorama parecia o mesmo, o Raja atacando pelos lados com a duplas de meias, Karrouchy e Moutouali e boa movimentação do centroavante Iajour e o Auckland com seus claros problemas técnicos, mostrando realmente ser uma equipe muito limitada.

Com seis minutos do segundo tempo, Moutouali arrancou na direita, tirou de Vicelich e bateu forte no travessão, assustando o goleiro Wilians. Porém a resposta veio na bola parada, Bale recebeu livre após bobeada da zaga marroquina e finalizou rente a trave, desta vez para o susto do goleiro Askri. E aos 18 minutos em contra golpe, Krishna arrancou, escapou da marcação adiantando a bola, porém, a zaga do Raja bateu cabeça literalmente e a bola sobrou para o meia do Auckland que na cara do goleiro Askri chutou a gol, empatando o jogo, 1 a 1.

Com o empate o que era festa durante quase todo jogo se tornou apreensão, a equipe da casa sentiu, a torcida também e o Auckland City bem postado defensivamente se aproveitava, tendo até chance para o contra golpe, mas com pouca efetividade. O tempo passou e quando tudo parecia levar o jogo a prorrogação, o meia Karrouchy recebeu livre na esquerda, cruzou na área para o zagueiro Oulhaj que cabeceou para boa defesa de Willians, mas no rebote Hafidi de chapa garantiu a classificação marroquina. 2 á 1 Raja aos 47 minutos e festa da fanática e apreensiva torcida local.

Apesar do placar apertado, a exibição durante os noventa minutos foi promissora e com o apoio da torcida e a boa qualidade de passes e jogadas pelos lados do campo, o Raja mostrou que Monterrey e possivelmente Atlético Mineiro, terão trabalho para superar a equipe da casa.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Guia de Clubes: Mundial Fifa 2013

Forte somente em seu continente

Atual tetracampeão da Oceania, clube neozelandês disputará seu quarto mundial na história sem grande evolução

Há quatro edições, o Mundial Interclubes da Fifa seja onde ele for disputado, tem a ilustre presença do Auckland City (NZL). Grande força do amador futebol da Oceania, a equipe tem como sua melhor colocação o quinto lugar conquistado no Mundial de 2009, nos Emirados Árabes Unidos, quando bateu o dono da casa, Al Ahli.

Fundando em 2004 e com uma equipe semiprofissional, o elenco vem reformulado para esta edição do Mundial Interclubes. Com a saída de alguns atletas mais veteranos e a chegada de outros reforços, o clube espera ao menos repetir o feito de 2009 e quem sabe estragar a festa de mais um dono da casa. Desta vez o Raja Casablanca, atual campeão da liga marroquina de futebol.

A estreia da equipe azul e branca acontecerá no dia 11 de dezembro e provavelmente o estádio local estará cheio de torcedores apaixonados pelo Casablanca, time de maior torcida do país sede. Mais um duro desafio para o clube representante da Oceania, que apesar de sua experiência em mundiais não tem demonstrado força em territórios estrangeiros.

Como joga: Sobre o comando do espanhol Ramom Tribulietx há três temporadas, a equipe lidera o campeonato neozelandês de futebol e aposta no jogo aéreo para “surpreender” os rivais na competição intercontinental. Com Emiliano Tade e Koprovic na frente, além do veteraníssimo zagueiro Vicelich, capitão do time e ex- seleção Nova Zelândia, a equipe se apoia no chuveirinho e na forte marcação para vencer seus jogos no esquema 4-4-2 em linhas. Em alguns jogos, saí Tade e entre De Vries mudando o esquema para o 4-5-1.

Com um toque de bola por vezes intenso, mas sem tanta criatividade, o time padece de jogadores mais habilidosos, e sendo assim aposta no velho estilo inglês, bola na aérea e vamos pro jogo. A qualidade técnica, porém, é maior ponto fraco da equipe, que apesar do esforço de seus atletas, não consegue fazer frente aos rivais de maior qualidade na competição.

Time base: Willians, Bilen, Vicelich, Irving, Pritichet, Iwata, Koprovic, Cristobal Crespo, Cris Bale, De Vries (Tade) e Dickinson.
Téc: Ramon Tribulietx.



Guia de Clubes: Mundial Fifa 2013

Anfitrião indigesto

Um dos maiores clube do Marrocos, Raja conta com apoio de sua fanática torcida para surpreender no Mundial Fifa 2013

Maior campeão marroquino e time de maior torcida no país, o Raja Casablanca chega querendo fazer história nesta edição do Mundial Interclubes. Jogando em casa, com o apoio de sua fanática torcida o clube sonha disputar a semifinal da competição contra o Atlético Mineiro, mas para isso terá de passar antes por Auckland City e Monterrey.

Esta será a segunda participação da equipe marroquina em mundiais Fifa, na primeira realizada no Brasil, o clube chegou como campeão da Copa dos Campeões da África. E terminou na sétima colocação, ficando na lanterna do grupo A, que continha Real Madrid, Corinthians e Al Nasser da Arábia Saudita.

Três vezes campeão Africano, 11 vezes campeão nacional e seis vezes da Copa do Marrocos, a equipe tentará seguir o exemplo do Kashiwa Reysol em 2011, que como anfitrião do evento chegou até as semifinais e enfrentou um alvinegro brasileiro, dando muito trabalho a equipe do Santos.

O que é certo mesmo, é que com a paixão da maior torcida do Marrocos pelo clube, este provavelmente será o Mundial Fifa de menor campo neutro da história, desde 2000. Pelo menos antes do inicio da competição, a torcida local pretende transformar os estádios em verdadeiros caldeirões verde e branco.

Como joga: O esquema de jogo do Casablanca é o 4-4-2 em linha. Com duas linhas de quatro bem postadas a equipe joga buscando diminuir o espaço de campo do rival, marcando forte, com uma defesa bem compacta.

O maior problema é na parte ofensiva, sem grandes meias criativos e com um ataque pouco qualificado, a equipe marcou apenas nove gols em onze jogos na atual temporada, estando na oitava colocação do embolado campeonato marroquino, quatro pontos atrás do líder, MAT Tétouan.

Time base: Askri, El Hachimi, Oulhaj, Karrouchy, Benlamaalen, Guehi, Chitib, Mabide(Erraki), Moutaoali, Hafidi (Diné) e Iajour.

Téc: Faouzi Benzarti




domingo, 8 de dezembro de 2013

Mundial Fifa 2013

Torcida do Raja Casablanca, promove diversos espetáculos nos jogos do clube.



E a torcida mais fanática do futebol marroquino, promete transformar os estádios no país em grandes caldeirões. Mais uma dificuldade para o Galo, que pode confrontar-se com a equipe na semifinal.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Mundial Fifa 2013

Aguardem, a melhor cobertura do Mundial Fifa 2013, você terá aqui no blog Arquibancada Tática!
Tudo sobre as equipes, jogos e a expectativa da participação do Galo na competição mais importante de clubes do planeta!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O Bom Senso que assusta

Por: Luis Henrique de Sá Perles

Foram décadas de opressão, domínio total de uma instituição sobre o futebol brasileiro, mas enfim, após anos, a união dos atletas de futebol no Brasil parece assustar a poderosa CBF.

O gestos espalhados por todo país na 34° rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol, marcaram o que parece ser o inicio de uma nova era do esporte bretão no Brasil. Jogadores e clubes unidos por um ideal, um futebol melhor, que agora com a adesão dos torcedores, deve enfim acuar os mandachuvas do futebol nacional.

Um calendário mais digno, com maior tempo de preparação na pré-temporada e diminuir o acúmulo de jogos nas semanas, são lutas justas que se vencidas, com certeza colaboraram para um futebol melhor para todos.

Não a toa, clubes que fizeram pré temporadas maiores foram campeões das competições mais importantes do futebol nacional e internacional. Cruzeiro e Atlético Mineiro, que começaram as disputas do mineiro apenas em fevereiro, três semanas depois do Paulistão e do Paranaense por exemplo, venceram o Brasileiro e a Libertadores respectivamente.

O Atlético Paranaense, que ficou quatro meses em pré temporada, jogou competições na Europa e disputou o estadual com seu time B, sendo ainda vice-campeão, chega voando a reta final de Campeonato Brasileiro e a final da Copa do Brasil, frente ao Flamengo.

A necessidade de um planejamento, bom elenco e acerto nas contratações é enorme, porém, o tempo de preparo para o inicio da temporada, também pode ganhar jogos, ainda mais em futebol tão físico e nivelado como em  nosso país. Além do que diversas lesões e desgastes poderiam ser evitados, principalmente com uma pré temporada adequada.

Tomara mesmo, amantes do futebol, que a classe dos jogadores continuem estes movimentos, afinal sem eles em campo, as verdadeiras estrelas do espetáculo, não haverá jogo e sem futebol, as víboras da CBF, que tanto parecem odiá-lo, não terão mais o que sugar.

Assustados eles agora tentarão medidas para punir os atletas, com cartões amarelos e ameaças, prova fiel de que realmente, o bom senso de alguns assusta e muito os poderosos.
Jogadores de todo país, fizeram protestos para um futebol melhor na 34° rodada do Brasileirão 2013 (Foto: Goal.com)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Demissão de Dorival ajudará o Vasco?

A equipe vascaína desde o inicio de temporada está fadada ao fracasso, mal futebol, má gestão, problemas financeiros atuais e heranças antigas deixadas pelo fantasma da democracia, Eurico Miranda.

E na segunda-feira, um dia após uma derrota (frente a Ponte de virada) que pode ter sacramentado o rebaixamento da equipe vascaína, a diretoria "tão competente" sob o comando de Roberto Dinamite demitiu Dorival Júnior.

Foram 29 jogos e uma campanha ruim, mas se pegarmos o ano vascaíno, não será muito diferente dos números de aproveitamento de Gaúcho e de Autuori que estiveram menos tempo a frente do limitado time cruzmaltino.

A demissão de Dorival soa também como um último ato de desespero, aquele suspiro final de uma grande equipe rumo a Série B. Adílson Batista chega para ser o salvar o Vasco, mas seus últimos trabalhos no Santos, São Paulo, Atlético PR, Corinthians e Atlético GO, não são bons. Ele vem como o salvador da pátria, mas terá uma missão tão dura, quanto este rótulo que carregará.

O time é ruim.Taticamente o Vasco executa bem suas funções em campo, marca o rival em seu campo, tem boas passagens ofensivas, com os meias de lado de campo e os volantes. O problema é a qualidade técnica dos jogadores da equipe. A famosa última bola, o passe final e a competência de seus homens de frente, aliados a uma defesa lenta e sofrível formada por Jomar e Cris, que desde que chegou colaborou para algumas derrotas vascaínas. Soma-se a isto a falta de um goleiro competente e os problemas de salário, e forma-se um time desesperado, fadado ao descenso.

Saí um treinador que gosta do jogo ofensivo e mesmo sem tanto material humano, tentou fazer do Vasco um time mais corajoso. Vide o jogo frente a Ponte, onde na maior parte do tempo eram seis, sete homens no campo de ataque ponte-pretano, mas aí entra o grande X da questão, falta de qualidade.

Reginaldo, Yotún, Wendel, Nei e o ainda muito tímido e jovem Thales, não conseguiram dar continuidades a jogadas, que quando boas, passavam pelos pés do outro jovem, Marlone este sim uma luz de esperança no fim túnel cruzmaltino.

Entra outro treinador que atua com a última linha avançada, buscando a marcação pressão e mantendo a posse de bola, na maioria as vezes pouco efetiva, vide os últimos trabalhos no São Paulo, Corinthians e Santos de Adílson. A maioria dos times do técnico marca muitos gols e sofrem também, seria este modelo de jogo ideal para este time?

Calma vascaíno, não sejamos profetas, o Vasco ainda não caiu, tem chances e acredito que lutará até o fim contra o descenso (até por que Bahia, Criciúma, Ponte Preta e Fluminense também vão mal). Porém para sair desta situação terá de contar com Juninho, Marlone e quem sabe um inspirado André (algo cada vez mais raro), que pela qualidade que tem, podem ajudar de verdade o time a sair desta situação.

Pena é saber que nem mesmo a experiência de um rebaixamento traumático, como o do Vasco, serviu para o time aprender a lição e ao que parece, a exemplo do Palmeiras, a equipe alvinegra de São Januário quer de novo sentir o gosto amargo da segundona.

Números dos treinadores do Vasco em 2013:

Dorival Júnior
Jogos: 29, vitórias 9, empates 8, derrotas 12, aproveitamento de 31,1%.

Paulo Autuori
Jogos: 13, vitórias 6, empates 2, derrotas 5, aproveitamento de 42%.

Gaúcho
Jogos: 12, vitórias 6, empates 1, derrotas 5, aproveitamento de 52%.

Números de Adílson Batista como treinador:
2008 a 2010: Cruzeiro vitórias 97, empates 34, derrotas 39.
2010: Corinthians V 7, E 4, D 6.
2011: Santos: V 5, E 5, D 1.
2011:São Paulo: V 7, E 9, D 6.
2011:Atlético PR V 4, E 4, D 6.
2012: Atlético Go V 5, E 4, D 1.
2005/2006 e 2013: Figueirense V 46, E 20, D 29.