sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Guia de Clubes: Mundial Fifa 2013

Milionário Guangzhou Evergrande quer fazer história no Marrocos

Investimento milionário faz de clube da China a mais nova força do futebol asiático, que sonha agora surpreender o mundo

Por: Luis Henrique de Sá Perles

Tradicional clube chinês fundado em 1954, o Guangzhou  disputará pela primeira vez uma competição fora do continente asiático. A equipe é comandada pelo técnico italiano Marcelo Lippi (campeão do mundo em 2006 com a Itália) vem querendo fazer história neste Mundial Fifa 2013.

Para quem sabe, ser o Mazembe da vez. O clube estreará na competição frente ao experiente Al Ahly, que participa de seu quarto mundial interclubes. E o Guangzhou  vem para a disputa com uma equipe quase toda formada por chineses, mas que tem nos estrangeiros além de Conca (craque, ídolo e capitão do time, que irá se despedir do Guangzhou  na competição), Muriqui e o atacante brasileiro Elkesson suas principais peças de qualidade.

Se vencer a semifinal diante dos egípcios, a equipe chinesa enfrentará o temido Bayer de Munique. E o que poderia ser um pesadelo para a maioria dos clubes do mundo, será um grande prazer para os jogadores do time, que poderão enfrentar Rybery e cia em uma competição oficial como o Mundial da Fifa. Um belo passo para um futebol recentemente profissionalizado, que promete se tornar uma força asiática.

Como joga: A equipe atua no 4-2-3-1 no estilo europeu, Marcelo Lippi centraliza Conca, abre Elkesson na esquerda, Bowen na direita e na frente aposta no ágil Muriqui, que se movimenta muito confundindo a marcação rival, abrindo também espaço para as chegadas dos meias e volantes como o chinês bom de bola, Zhao Xuri.

O ponto fraco é a defesa, toda formada por jogadores asiáticos (quatro chineses e um coreano), Marcelo Lippi tem tido trabalho para formar uma defesa sólida, parecida como tinha nos tempos de azurra. A equipe é acostumada a fazer e tomar muitos gols, muito pela inocência e fragilidade defensiva imposta por seus zagueiros.

Time base: Cheng, Xiaoting, Xiang, Young Kim, Linpeng, Zheng Zhi, Zhao Xuri, Conca, Elkesson, Huang Bowen e Muriqui.

Téc: Marcelo Lippi.

Guia de Clubes: Mundial Fifa 2013

Mais que um clube, uma ideologia

Al Ahly chega ao Mundial Fifa 2013 no Marrocos, movido por lembranças do massacre de seus torcedores em 2012 e mais protestos contra a ditadura em seu país

Por: Luis Henrique de Sá Perles

A tragédia ocorrida no ano de 2012, em uma partida do campeonato local, onde mais de 72 torcedores do Al Ahly foram assassinados em confronto com a polícia e a torcida visitante, ainda cicatriza no maior clube de futebol egípcio.

Na final da Copa dos Campeões da África 2013, os mais de 70 mil fãs do clube vermelho e branco presentes no estádio entoaram cânticos de homenagens às vítimas e voltaram a protestar contra o atual ditador Adly Masour. E sobre este pesado clima político, a equipe chega ao seu quarto Mundial Interclubes da Fifa, sem nunca ter passado das semifinais.

No ano anterior, o clube deu muito trabalho ao campeão mundial Corinthians, assim como tinha feito em 2006 contra o Internacional de Alexandre Pato e Fernandão. E pelo menos repetir as campanhas passadas é o desejo dos atletas e diretores do time mais popular do Egito.

Baseado no toque de bola qualificado, mas lento, trazido pelo craque Abo Trika, a equipe tentará mais uma vez honrar sua tradição, como a grande força do continente africano. Ao todo são oito conquistas continentais, seis somente na última década. Apostando nas defesas do bom goleiro Ekramy, na liderança do xerifão da equipe Gomma e claro no talento sempre latente do meia Abo Trika.

Como joga: Comandado pelo treinador Mohamed Youseef a equipe atua quase sempre no 4-2-3-1, apostando suas fichas em seu meio de campo, que tem Abo Trika centralizado e mais dois meias de lado de campo (que jogam bem abertos). Assim o treinador conta com a criação e gols do craque e líder egípcio para resolver os jogos de seu time; Sem ele o Ah Ahly joga no 4-4-2 com Meteab e Zaher mais enfiados na área.

O maior problema da equipe vermelha e branca do Egito é mesmo a defesa. Apesar do bom lateral Fathi na direita, o clube tem muita fragilidade no miolo de zaga, onde o líder Gomma  e seu companheiro Moawad (ambos veteranos e lentos) não conseguem passar grande confiança ao excelente goleiro Ekramy, que sempre tem trabalho dobrado, devido às falhas dos companheiros.

Times base: Ekramy, Fathi, Gomma, Moawad, Fadil, Ashour, Nagib, El Said, Soliman, Abo Trika e Zaher.
Téc: Mohamed Youssef.




quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Com boa atuação, Raja Casablanca supera Auckland City e se garante nas quartas

Raja Casablanca: Askri, El Hachimi, Oulhaj, Belmaalen, Raki, Hafidi (Rahmani), Chitibi (Kanda), Karrouchy, Moutouali e Iajour (Mabide).
Téc: Fazir Benzarti

Auckland City: Willians, Irving (Pritichet), Vicelich, Bilen, Iwata, Berlanga, Bale, Krishna, Cristobal, Koprovic (Browne) e Dickison (Tade).
Téc: Ramon Tribulietx

A torcida local desde o inicio do jogo fazia uma bela festa na cidade de Agadir. E apoiado pela massa, a equipe local mais técnica e veloz, partiu para cima do Auckland City. Logo aos seis, o capitão e meia habilidoso Moutouali cruzou, a zaga neozelandesa falhou e Karrouchy de primeira mandou pra fora. Aos 11 minutos nova chegada verde e branca, Erraki recebeu após cobranças de falta e bateu forte sem grande perigo ao gol de Willians.

Contando com uma saída de jogo lenta, a equipe do Auckland não conseguiu criar muito perigo, sendo assim era cada vez mais acuada pelo time de casa, que aos 21 de jogo, teve boa chance nos pés de Iajour que recebeu de Moutouali e bateu cruzado para boa defesa com os pés do goleiro Willians. E o bom goleiro neozelandês trabalhou novamente em novo chute longe de Chitbi no minuto 37.

O gol da equipe da casa era questão de tempo e não tardou mais. Ao 39 minutos, Iajour novamente aproveitou a zaga em linha do rival, recebeu lindo passe de primeira de Karrouchy, ganhou na velocidade de Vicelich e fuzilou cruzado para as redes do Aucklad City, 1 a 0 Raja Casablanca. E assim terminou o primeiro tempo, com domínio total  é vitória da equipe marroquina se aproveitando da lentidão e fragilidade do adversário.
Na segunda etapa, o panorama parecia o mesmo, o Raja atacando pelos lados com a duplas de meias, Karrouchy e Moutouali e boa movimentação do centroavante Iajour e o Auckland com seus claros problemas técnicos, mostrando realmente ser uma equipe muito limitada.

Com seis minutos do segundo tempo, Moutouali arrancou na direita, tirou de Vicelich e bateu forte no travessão, assustando o goleiro Wilians. Porém a resposta veio na bola parada, Bale recebeu livre após bobeada da zaga marroquina e finalizou rente a trave, desta vez para o susto do goleiro Askri. E aos 18 minutos em contra golpe, Krishna arrancou, escapou da marcação adiantando a bola, porém, a zaga do Raja bateu cabeça literalmente e a bola sobrou para o meia do Auckland que na cara do goleiro Askri chutou a gol, empatando o jogo, 1 a 1.

Com o empate o que era festa durante quase todo jogo se tornou apreensão, a equipe da casa sentiu, a torcida também e o Auckland City bem postado defensivamente se aproveitava, tendo até chance para o contra golpe, mas com pouca efetividade. O tempo passou e quando tudo parecia levar o jogo a prorrogação, o meia Karrouchy recebeu livre na esquerda, cruzou na área para o zagueiro Oulhaj que cabeceou para boa defesa de Willians, mas no rebote Hafidi de chapa garantiu a classificação marroquina. 2 á 1 Raja aos 47 minutos e festa da fanática e apreensiva torcida local.

Apesar do placar apertado, a exibição durante os noventa minutos foi promissora e com o apoio da torcida e a boa qualidade de passes e jogadas pelos lados do campo, o Raja mostrou que Monterrey e possivelmente Atlético Mineiro, terão trabalho para superar a equipe da casa.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Guia de Clubes: Mundial Fifa 2013

Forte somente em seu continente

Atual tetracampeão da Oceania, clube neozelandês disputará seu quarto mundial na história sem grande evolução

Há quatro edições, o Mundial Interclubes da Fifa seja onde ele for disputado, tem a ilustre presença do Auckland City (NZL). Grande força do amador futebol da Oceania, a equipe tem como sua melhor colocação o quinto lugar conquistado no Mundial de 2009, nos Emirados Árabes Unidos, quando bateu o dono da casa, Al Ahli.

Fundando em 2004 e com uma equipe semiprofissional, o elenco vem reformulado para esta edição do Mundial Interclubes. Com a saída de alguns atletas mais veteranos e a chegada de outros reforços, o clube espera ao menos repetir o feito de 2009 e quem sabe estragar a festa de mais um dono da casa. Desta vez o Raja Casablanca, atual campeão da liga marroquina de futebol.

A estreia da equipe azul e branca acontecerá no dia 11 de dezembro e provavelmente o estádio local estará cheio de torcedores apaixonados pelo Casablanca, time de maior torcida do país sede. Mais um duro desafio para o clube representante da Oceania, que apesar de sua experiência em mundiais não tem demonstrado força em territórios estrangeiros.

Como joga: Sobre o comando do espanhol Ramom Tribulietx há três temporadas, a equipe lidera o campeonato neozelandês de futebol e aposta no jogo aéreo para “surpreender” os rivais na competição intercontinental. Com Emiliano Tade e Koprovic na frente, além do veteraníssimo zagueiro Vicelich, capitão do time e ex- seleção Nova Zelândia, a equipe se apoia no chuveirinho e na forte marcação para vencer seus jogos no esquema 4-4-2 em linhas. Em alguns jogos, saí Tade e entre De Vries mudando o esquema para o 4-5-1.

Com um toque de bola por vezes intenso, mas sem tanta criatividade, o time padece de jogadores mais habilidosos, e sendo assim aposta no velho estilo inglês, bola na aérea e vamos pro jogo. A qualidade técnica, porém, é maior ponto fraco da equipe, que apesar do esforço de seus atletas, não consegue fazer frente aos rivais de maior qualidade na competição.

Time base: Willians, Bilen, Vicelich, Irving, Pritichet, Iwata, Koprovic, Cristobal Crespo, Cris Bale, De Vries (Tade) e Dickinson.
Téc: Ramon Tribulietx.



Guia de Clubes: Mundial Fifa 2013

Anfitrião indigesto

Um dos maiores clube do Marrocos, Raja conta com apoio de sua fanática torcida para surpreender no Mundial Fifa 2013

Maior campeão marroquino e time de maior torcida no país, o Raja Casablanca chega querendo fazer história nesta edição do Mundial Interclubes. Jogando em casa, com o apoio de sua fanática torcida o clube sonha disputar a semifinal da competição contra o Atlético Mineiro, mas para isso terá de passar antes por Auckland City e Monterrey.

Esta será a segunda participação da equipe marroquina em mundiais Fifa, na primeira realizada no Brasil, o clube chegou como campeão da Copa dos Campeões da África. E terminou na sétima colocação, ficando na lanterna do grupo A, que continha Real Madrid, Corinthians e Al Nasser da Arábia Saudita.

Três vezes campeão Africano, 11 vezes campeão nacional e seis vezes da Copa do Marrocos, a equipe tentará seguir o exemplo do Kashiwa Reysol em 2011, que como anfitrião do evento chegou até as semifinais e enfrentou um alvinegro brasileiro, dando muito trabalho a equipe do Santos.

O que é certo mesmo, é que com a paixão da maior torcida do Marrocos pelo clube, este provavelmente será o Mundial Fifa de menor campo neutro da história, desde 2000. Pelo menos antes do inicio da competição, a torcida local pretende transformar os estádios em verdadeiros caldeirões verde e branco.

Como joga: O esquema de jogo do Casablanca é o 4-4-2 em linha. Com duas linhas de quatro bem postadas a equipe joga buscando diminuir o espaço de campo do rival, marcando forte, com uma defesa bem compacta.

O maior problema é na parte ofensiva, sem grandes meias criativos e com um ataque pouco qualificado, a equipe marcou apenas nove gols em onze jogos na atual temporada, estando na oitava colocação do embolado campeonato marroquino, quatro pontos atrás do líder, MAT Tétouan.

Time base: Askri, El Hachimi, Oulhaj, Karrouchy, Benlamaalen, Guehi, Chitib, Mabide(Erraki), Moutaoali, Hafidi (Diné) e Iajour.

Téc: Faouzi Benzarti




domingo, 8 de dezembro de 2013

Mundial Fifa 2013

Torcida do Raja Casablanca, promove diversos espetáculos nos jogos do clube.



E a torcida mais fanática do futebol marroquino, promete transformar os estádios no país em grandes caldeirões. Mais uma dificuldade para o Galo, que pode confrontar-se com a equipe na semifinal.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Mundial Fifa 2013

Aguardem, a melhor cobertura do Mundial Fifa 2013, você terá aqui no blog Arquibancada Tática!
Tudo sobre as equipes, jogos e a expectativa da participação do Galo na competição mais importante de clubes do planeta!