sábado, 14 de dezembro de 2013

Trio sul-americano coloca Guangzhou na semifinal

Muriqui, Elkesson e Conca foram os destaques da equipe chinesa, que enfrenta agora o Bayern na terça-feira

Por: Luis Henrique de Sá Perles

Al Ahly: Ekramy, Fathi, Saad, Naguib, Kenawy, Ashour (Trezeguet), Rabia, Soliman, Said, Abo Trika (Da Silva) e Meteab (Hamdy).
Téc: Modamed Youssef.

Guangzhou: Zeng, Zhang,Feng, Kim, Sun (Xhuri), Gao (Hao),  Zhao,  Hunag, Conca, Muriqui e Elkesson.
Téc: Marcelo Lippi.

Na partida que reuniu os campeões continentais da África e da Ásia, o Guangzhou com uma bela colaboração sul-americana garantiu classificação a semifinal, ao vencer o Al Ahli pelo placar de 2 a 0. Agora a equipe comandada pelo técnico italiano Marcelo Lippi enfrenta o poderoso Bayern na mesma cidade do jogo deste sábado, Agadir no sul do Marrocos.

Em campo duas equipes com posturas táticas parecidas, mas apenas uma delas tomava a iniciativa do jogo, sob a batuta do meia Conca e a velocidade de Muriqui e Elkesson o time chinês era melhor. Logo aos 50 segundos de jogo em escanteio, Elkesson cabeceou desviando na rede pelo lado de fora e assustando o goleiro Ekramy. A resposta egípcia veio com uma falha grotesca do goleiro chinês Zeng, que saiu mal dando a bola nos pés de Meteab, que cruzou para Abo Trinka cabecear por cima do gol de Zeng.

Apesar do susto isolado, era o Guangzhou quem atacava mais. Aos 14 Elkesson recebeu de Huang, tirou da marcação e bateu rente a trave esquerda de Ekramy, levando a torcida chinesa ao delírio. Com o passar do tempo, a marcação forte no embolado meio campo (com cinco homens para cada lado) trancou mais o jogo, que teve a partir de então muitos erros de passes e luta, mas pouquíssimo futebol.

Somente aos 37 minutos, o Al Ahly chegou novamente, em passe do discreto Abo Trika, Said arriscou de longe sem tanto perigo ao gol de Zeng, que apenas acompanhou a bola. Assim travado e pouco técnico terminou o primeiro tempo no estádio de Agadir, 0 a 0.
Conca comemora, Guangzhou x Al Ahly (Foto: EFE)
Time chinês movido pelo talento sul-americano enfrentará Bayern na luta por uma vaga a final do Mundial Interclubes.( Foto:EFE)
Na volta da segunda etapa, saiu Abo Trika mal no jogo e entrou o atacante de Mauritânia Da Silva, o Al Ahly saiu do 4-2-3-1 para o 4-4-2 com dois homens mais enfiados na defesa chinesa. O time chinês por sua vez sem modificação de jogadores, adiantou Muriqui se armando também com duas linhas de quatro, tentando aproveitar a velocidade de Elkesson e Muriqui frente a lenta defesa egípcia.

E aos 3 minutos, a aposta de Marcelo Lippi deu certo, Muriqui recebeu na direita ganhou de Kenawi e finalizou na trave, a bola sobrou na área e Elkesson jogando como centroavante da equipe chinesa não desperdiçou, 1 a 0 Guangzhou. Três minutos depois, Conca lançou Muriqui que ganhou na velocidade da marcação e tocou mal no canto esquerdo de Ekramy, perdendo a chance de aumentar a vantagem chinesa.

Sem Abo Trika e errando muito passes, o Al Ahly tentava na bola longa superar a aplicada, mas frágil marcação asiática, apenas na bola parada aos 15 minutos com Said a equipe conseguiu finalizar com certo perigo ao gol e mesmo assim na rede pelo lado de fora. E com Muriqui em tarde inspirada, o Guangzhou não demorou para matar o duelo. Aos 21 de jogo, ele recebeu em velocidade, pela terceira vez ganhou da marcação e chutou para boa defesa de Ekramy, mas no rebote Conca de chapa colocou sua equipe com ainda mais vantagem no placar, 2 a 0 Guangzhou.

Depois do segundo gol, a partida ficou morna, o time chinês marcava atrás e via um rival combalido, sem criatividade e pouco efetivo à frente. Somente aos 33 minutos em novo chute de fora de área de Said que esbarrou no travessão de Zeng, a equipe africana chegou. No fim do jogo Conca ainda colocou Muriqui em boa posição, mas o brasileiro bateu travado pela marcação egípcia. Fim de partida e Guangzhou classificado merecidamente, apesar de suas claras limitações a equipe de Lippi pareceu ser bem mais preparada tecnicamente e taticamente do que o rival Al Ahly, agora que venha o temido Bayern de Munique de Guardiola e Cia.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Guia de Clubes: Mundial Fifa 2013

Em baixa, Monterrey sonha com vôos mais altos

Após título continental equipe caiu de produção, mas mesmo assim chega ao mundial querendo incomodar o favorito Galo.

Por: João Vitor Poppi.

O Club de Fútbol Monterrey, localizado no nordeste do México, foi fundado em 1945 e pertence a FEMSA, maior empresa de bebidas do país. Os ''Rayados''não estão entre as torcidas mais numerosas do México, ocupando em pesquisas recentes, o oitavo lugar com percentual de 2,5% de torcedores. O ''Clássico Regiomontano'' ocorre quando o Monterrey duela contra o UANL Tigres, seu maior rival.

Seu primeiro título expressivo foi em 1986, consagrando-se campeão mexicano. O feito se repetiu por outras três vezes: 2003 (Clausura), 2009 e 2010 (Apertura), alavancando o clube para a oitava colocação entre os maiores campeões mexicanos. A Copa do México foi conquistada apenas uma vez, em 1992, pelo clube azul e branco.

Assim como nas competições nacionais, as conquistas internacionais só ganharam força no Estádio Tecnológico no século XXI. O maior feito do Monterrey é tricampeonato da Liga dos Campeões da CONCACAF 2010/11, 2011/12 e 2012/13, que deu ao clube a vaga em três edições de Mundiais de Clubes da FIFA. A melhor campanha aconteceu no Mundial de 2012, no Japão, onde venceu o Al-Ahly e ficou com a terceira colocação.

Em 2013, no Marrocos, o clube mexicano não chega superestimado como nos anos anteriores. O motivo, apesar de sagrar-se campeão da CONCACAF, é a fraca campanha pós-título continental do time, que não encheu os olhos do torcedor - ultimamente acostumado as boas campanhas dos ''Rayados''.

No Apertura 2013, torneio em que todos jogam contra todos de forma única e os oito primeiros se classificam para o mata-mata, o Monterrey encerrou sua participação no 11o lugar, com apenas 39,22% de aproveitamento. Na Copa MX, o time conseguiu avançar até a semifinal, mas foi eliminado pelo Monarcas Morélia por um impiedoso 3x0, mesmo atuando em seu estádio.

A perda de importantes jogadores no segundo semestre e a falta de reposição à altura, também, é um fator que dificultará a caminhada do Monterrey no Mundial. O zagueiro Hector Morales foi para o Atlante; o equatoriano W. Ayoví, que atua como lateral esquerdo e meia, transferiu-se para o Pachuca, já o jovem meia Corona foi vendido para o Twente; o ataque foi o setor que sofreu uma grande e inesperada perda: Pabón foi vendido para o Valência por 7,5 de euros, após ter disputado apenas sete partidas e anotado cinco gols.

Apesar do momento ser desfavorável, o clube mexicano espera pelo menos conseguir chegar na semifinal da competição e duelar contra o Atlético Mineiro, mas para isso precisará vencer o anfitrião Raja Casablanca.

Como joga: O time treinado por José Cruz atua no 4-1-4-1, variando o esquema tático a todo momento durante as partidas, além disso, o técnico implanta praticamente um sistema de rotação no time, variando as escalações conforme os adversários. Os extremos ofensivos buscam bastante a linha de fundo, formando um 4-3-3, com um losango no meio. Em alguns momentos dos jogos, Lucas Silva desfaz a trinca do meio adiantando-se para jogar centralizado entre dois pontas, configurando o 4-2-3-1. A grande esperança dos ''Rayados'' é o artilheiro chileno Suazo, que soma 10 gols em 17 jogos na temporada 2013/14.

Com jogadores como César Delgado e Neri Cardozo, preza-se muito pelo toque de bola e por tirar o espaço do adversário na saída de bola. Defensivamente o Monterrey não inspira muita confiança, falhando na marcação pelos lados, onde existe espaço entre as duas linhas e a cobertura dos volantes/meias que não são seguras. Por isso não é de se espantar, se o time mexicano em um hipotético jogo contra o Atlético-MG, ou até se vier sofrer pressão do time marroquino, jogue no contra ataque, buscando a bola longa para os meias abertos pelos lados em seu desenho tático inicial.

Time base: Orozco (Ibarra); Basanta, Leobardo López, Meza e Juárez; R. Osório, Zavala e Lucas Silva; Neri Cardozo (Delgado), Madrigal (Arellano) e Suazo.

Téc: José Cruz.

Guia de Clubes: Mundial Fifa 2013

Milionário Guangzhou Evergrande quer fazer história no Marrocos

Investimento milionário faz de clube da China a mais nova força do futebol asiático, que sonha agora surpreender o mundo

Por: Luis Henrique de Sá Perles

Tradicional clube chinês fundado em 1954, o Guangzhou  disputará pela primeira vez uma competição fora do continente asiático. A equipe é comandada pelo técnico italiano Marcelo Lippi (campeão do mundo em 2006 com a Itália) vem querendo fazer história neste Mundial Fifa 2013.

Para quem sabe, ser o Mazembe da vez. O clube estreará na competição frente ao experiente Al Ahly, que participa de seu quarto mundial interclubes. E o Guangzhou  vem para a disputa com uma equipe quase toda formada por chineses, mas que tem nos estrangeiros além de Conca (craque, ídolo e capitão do time, que irá se despedir do Guangzhou  na competição), Muriqui e o atacante brasileiro Elkesson suas principais peças de qualidade.

Se vencer a semifinal diante dos egípcios, a equipe chinesa enfrentará o temido Bayer de Munique. E o que poderia ser um pesadelo para a maioria dos clubes do mundo, será um grande prazer para os jogadores do time, que poderão enfrentar Rybery e cia em uma competição oficial como o Mundial da Fifa. Um belo passo para um futebol recentemente profissionalizado, que promete se tornar uma força asiática.

Como joga: A equipe atua no 4-2-3-1 no estilo europeu, Marcelo Lippi centraliza Conca, abre Elkesson na esquerda, Bowen na direita e na frente aposta no ágil Muriqui, que se movimenta muito confundindo a marcação rival, abrindo também espaço para as chegadas dos meias e volantes como o chinês bom de bola, Zhao Xuri.

O ponto fraco é a defesa, toda formada por jogadores asiáticos (quatro chineses e um coreano), Marcelo Lippi tem tido trabalho para formar uma defesa sólida, parecida como tinha nos tempos de azurra. A equipe é acostumada a fazer e tomar muitos gols, muito pela inocência e fragilidade defensiva imposta por seus zagueiros.

Time base: Cheng, Xiaoting, Xiang, Young Kim, Linpeng, Zheng Zhi, Zhao Xuri, Conca, Elkesson, Huang Bowen e Muriqui.

Téc: Marcelo Lippi.

Guia de Clubes: Mundial Fifa 2013

Mais que um clube, uma ideologia

Al Ahly chega ao Mundial Fifa 2013 no Marrocos, movido por lembranças do massacre de seus torcedores em 2012 e mais protestos contra a ditadura em seu país

Por: Luis Henrique de Sá Perles

A tragédia ocorrida no ano de 2012, em uma partida do campeonato local, onde mais de 72 torcedores do Al Ahly foram assassinados em confronto com a polícia e a torcida visitante, ainda cicatriza no maior clube de futebol egípcio.

Na final da Copa dos Campeões da África 2013, os mais de 70 mil fãs do clube vermelho e branco presentes no estádio entoaram cânticos de homenagens às vítimas e voltaram a protestar contra o atual ditador Adly Masour. E sobre este pesado clima político, a equipe chega ao seu quarto Mundial Interclubes da Fifa, sem nunca ter passado das semifinais.

No ano anterior, o clube deu muito trabalho ao campeão mundial Corinthians, assim como tinha feito em 2006 contra o Internacional de Alexandre Pato e Fernandão. E pelo menos repetir as campanhas passadas é o desejo dos atletas e diretores do time mais popular do Egito.

Baseado no toque de bola qualificado, mas lento, trazido pelo craque Abo Trika, a equipe tentará mais uma vez honrar sua tradição, como a grande força do continente africano. Ao todo são oito conquistas continentais, seis somente na última década. Apostando nas defesas do bom goleiro Ekramy, na liderança do xerifão da equipe Gomma e claro no talento sempre latente do meia Abo Trika.

Como joga: Comandado pelo treinador Mohamed Youseef a equipe atua quase sempre no 4-2-3-1, apostando suas fichas em seu meio de campo, que tem Abo Trika centralizado e mais dois meias de lado de campo (que jogam bem abertos). Assim o treinador conta com a criação e gols do craque e líder egípcio para resolver os jogos de seu time; Sem ele o Ah Ahly joga no 4-4-2 com Meteab e Zaher mais enfiados na área.

O maior problema da equipe vermelha e branca do Egito é mesmo a defesa. Apesar do bom lateral Fathi na direita, o clube tem muita fragilidade no miolo de zaga, onde o líder Gomma  e seu companheiro Moawad (ambos veteranos e lentos) não conseguem passar grande confiança ao excelente goleiro Ekramy, que sempre tem trabalho dobrado, devido às falhas dos companheiros.

Times base: Ekramy, Fathi, Gomma, Moawad, Fadil, Ashour, Nagib, El Said, Soliman, Abo Trika e Zaher.
Téc: Mohamed Youssef.




quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Com boa atuação, Raja Casablanca supera Auckland City e se garante nas quartas

Raja Casablanca: Askri, El Hachimi, Oulhaj, Belmaalen, Raki, Hafidi (Rahmani), Chitibi (Kanda), Karrouchy, Moutouali e Iajour (Mabide).
Téc: Fazir Benzarti

Auckland City: Willians, Irving (Pritichet), Vicelich, Bilen, Iwata, Berlanga, Bale, Krishna, Cristobal, Koprovic (Browne) e Dickison (Tade).
Téc: Ramon Tribulietx

A torcida local desde o inicio do jogo fazia uma bela festa na cidade de Agadir. E apoiado pela massa, a equipe local mais técnica e veloz, partiu para cima do Auckland City. Logo aos seis, o capitão e meia habilidoso Moutouali cruzou, a zaga neozelandesa falhou e Karrouchy de primeira mandou pra fora. Aos 11 minutos nova chegada verde e branca, Erraki recebeu após cobranças de falta e bateu forte sem grande perigo ao gol de Willians.

Contando com uma saída de jogo lenta, a equipe do Auckland não conseguiu criar muito perigo, sendo assim era cada vez mais acuada pelo time de casa, que aos 21 de jogo, teve boa chance nos pés de Iajour que recebeu de Moutouali e bateu cruzado para boa defesa com os pés do goleiro Willians. E o bom goleiro neozelandês trabalhou novamente em novo chute longe de Chitbi no minuto 37.

O gol da equipe da casa era questão de tempo e não tardou mais. Ao 39 minutos, Iajour novamente aproveitou a zaga em linha do rival, recebeu lindo passe de primeira de Karrouchy, ganhou na velocidade de Vicelich e fuzilou cruzado para as redes do Aucklad City, 1 a 0 Raja Casablanca. E assim terminou o primeiro tempo, com domínio total  é vitória da equipe marroquina se aproveitando da lentidão e fragilidade do adversário.
Na segunda etapa, o panorama parecia o mesmo, o Raja atacando pelos lados com a duplas de meias, Karrouchy e Moutouali e boa movimentação do centroavante Iajour e o Auckland com seus claros problemas técnicos, mostrando realmente ser uma equipe muito limitada.

Com seis minutos do segundo tempo, Moutouali arrancou na direita, tirou de Vicelich e bateu forte no travessão, assustando o goleiro Wilians. Porém a resposta veio na bola parada, Bale recebeu livre após bobeada da zaga marroquina e finalizou rente a trave, desta vez para o susto do goleiro Askri. E aos 18 minutos em contra golpe, Krishna arrancou, escapou da marcação adiantando a bola, porém, a zaga do Raja bateu cabeça literalmente e a bola sobrou para o meia do Auckland que na cara do goleiro Askri chutou a gol, empatando o jogo, 1 a 1.

Com o empate o que era festa durante quase todo jogo se tornou apreensão, a equipe da casa sentiu, a torcida também e o Auckland City bem postado defensivamente se aproveitava, tendo até chance para o contra golpe, mas com pouca efetividade. O tempo passou e quando tudo parecia levar o jogo a prorrogação, o meia Karrouchy recebeu livre na esquerda, cruzou na área para o zagueiro Oulhaj que cabeceou para boa defesa de Willians, mas no rebote Hafidi de chapa garantiu a classificação marroquina. 2 á 1 Raja aos 47 minutos e festa da fanática e apreensiva torcida local.

Apesar do placar apertado, a exibição durante os noventa minutos foi promissora e com o apoio da torcida e a boa qualidade de passes e jogadas pelos lados do campo, o Raja mostrou que Monterrey e possivelmente Atlético Mineiro, terão trabalho para superar a equipe da casa.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Guia de Clubes: Mundial Fifa 2013

Forte somente em seu continente

Atual tetracampeão da Oceania, clube neozelandês disputará seu quarto mundial na história sem grande evolução

Há quatro edições, o Mundial Interclubes da Fifa seja onde ele for disputado, tem a ilustre presença do Auckland City (NZL). Grande força do amador futebol da Oceania, a equipe tem como sua melhor colocação o quinto lugar conquistado no Mundial de 2009, nos Emirados Árabes Unidos, quando bateu o dono da casa, Al Ahli.

Fundando em 2004 e com uma equipe semiprofissional, o elenco vem reformulado para esta edição do Mundial Interclubes. Com a saída de alguns atletas mais veteranos e a chegada de outros reforços, o clube espera ao menos repetir o feito de 2009 e quem sabe estragar a festa de mais um dono da casa. Desta vez o Raja Casablanca, atual campeão da liga marroquina de futebol.

A estreia da equipe azul e branca acontecerá no dia 11 de dezembro e provavelmente o estádio local estará cheio de torcedores apaixonados pelo Casablanca, time de maior torcida do país sede. Mais um duro desafio para o clube representante da Oceania, que apesar de sua experiência em mundiais não tem demonstrado força em territórios estrangeiros.

Como joga: Sobre o comando do espanhol Ramom Tribulietx há três temporadas, a equipe lidera o campeonato neozelandês de futebol e aposta no jogo aéreo para “surpreender” os rivais na competição intercontinental. Com Emiliano Tade e Koprovic na frente, além do veteraníssimo zagueiro Vicelich, capitão do time e ex- seleção Nova Zelândia, a equipe se apoia no chuveirinho e na forte marcação para vencer seus jogos no esquema 4-4-2 em linhas. Em alguns jogos, saí Tade e entre De Vries mudando o esquema para o 4-5-1.

Com um toque de bola por vezes intenso, mas sem tanta criatividade, o time padece de jogadores mais habilidosos, e sendo assim aposta no velho estilo inglês, bola na aérea e vamos pro jogo. A qualidade técnica, porém, é maior ponto fraco da equipe, que apesar do esforço de seus atletas, não consegue fazer frente aos rivais de maior qualidade na competição.

Time base: Willians, Bilen, Vicelich, Irving, Pritichet, Iwata, Koprovic, Cristobal Crespo, Cris Bale, De Vries (Tade) e Dickinson.
Téc: Ramon Tribulietx.



Guia de Clubes: Mundial Fifa 2013

Anfitrião indigesto

Um dos maiores clube do Marrocos, Raja conta com apoio de sua fanática torcida para surpreender no Mundial Fifa 2013

Maior campeão marroquino e time de maior torcida no país, o Raja Casablanca chega querendo fazer história nesta edição do Mundial Interclubes. Jogando em casa, com o apoio de sua fanática torcida o clube sonha disputar a semifinal da competição contra o Atlético Mineiro, mas para isso terá de passar antes por Auckland City e Monterrey.

Esta será a segunda participação da equipe marroquina em mundiais Fifa, na primeira realizada no Brasil, o clube chegou como campeão da Copa dos Campeões da África. E terminou na sétima colocação, ficando na lanterna do grupo A, que continha Real Madrid, Corinthians e Al Nasser da Arábia Saudita.

Três vezes campeão Africano, 11 vezes campeão nacional e seis vezes da Copa do Marrocos, a equipe tentará seguir o exemplo do Kashiwa Reysol em 2011, que como anfitrião do evento chegou até as semifinais e enfrentou um alvinegro brasileiro, dando muito trabalho a equipe do Santos.

O que é certo mesmo, é que com a paixão da maior torcida do Marrocos pelo clube, este provavelmente será o Mundial Fifa de menor campo neutro da história, desde 2000. Pelo menos antes do inicio da competição, a torcida local pretende transformar os estádios em verdadeiros caldeirões verde e branco.

Como joga: O esquema de jogo do Casablanca é o 4-4-2 em linha. Com duas linhas de quatro bem postadas a equipe joga buscando diminuir o espaço de campo do rival, marcando forte, com uma defesa bem compacta.

O maior problema é na parte ofensiva, sem grandes meias criativos e com um ataque pouco qualificado, a equipe marcou apenas nove gols em onze jogos na atual temporada, estando na oitava colocação do embolado campeonato marroquino, quatro pontos atrás do líder, MAT Tétouan.

Time base: Askri, El Hachimi, Oulhaj, Karrouchy, Benlamaalen, Guehi, Chitib, Mabide(Erraki), Moutaoali, Hafidi (Diné) e Iajour.

Téc: Faouzi Benzarti