sábado, 21 de dezembro de 2013

No sufoco, Atlético Mineiro bate Guangzhou e evita vexame no Marrocos

Assim como Internacional em 2010, equipe mineira venceu seu rival asiático e garantiu a terceira colocação no Mundial Fifa.

Por: Luis Henrique de Sá Perles

Atlético Mineiro: Victor, M.Rocha, Leonardo Silva, Revér, Lucas Cândido (Júnior Cesar), Pierre, Josué (Leandro Donizete), Ronaldinho Gaúcho, Fernandinho, Tardelli e Jô (Luan).
Téc: Cuca.

Guangzhou Evergrande: Li, Zhang, Xiaoting, Kim, Xiang Sun (Hao), Huang, Zheng (Zhao Xuri), Gao Ling, Conca, Muriqui e Elkesson (Feng).
Téc: Marcelo Lippi.

Após a derrota frente ao Raja Casablanca, restava ao Galo encarar a decisão do terceiro e quarto lugar contra o chinês Guangzhou. A partida marcou também uma prévia do encontro entre os dois treinadores das maiores equipes em termos de investimentos na China. Cuca que assumirá o Shandong Luneng e Marcelo Lippi que deve continuar sua missão asiática no Ghangzhou.

Querendo mostrar serviço, o Atlético saiu para o jogo e logo no primeiro minuto, Tardelli recebeu belo cruzamento de Marcos Rocha e de carrinho, no melhor estilo centroavante, abriu o placar, 1 a 0 Galo. O gol poderia tranquilizar a incomoda situação, mas quem apostou nisso errou. Aos oito minutos em bobeada incrível de Marcos Rocha e Leonardo Silva na direita, Elkesson roubou a bola, arrancou e chutou forte no travessão de Victor, no rebote sem marcação Muriqui empurrou as redes, 1 a 1.

O gol trouxe toda pressão ao time mineiro, que apático e sem a cobertura dos volantes Pierre e Josué no meio era envolvido por Conca e Cia. Com 10 minutos e na direita, Fernandinho arrancou tirou a defesa e bateu forte por cima do travessão de Li. Três minutos depois, o melhor jogador na atualidade da China, Lao Ling recebeu lançamento, dividiu com a defesa e foi derrubado por Lucas Cândido, pênalti que Conca cobrou e marcou 2 a 1 Guangzhou.

O pesadelo Raja parecia ainda assombrar e muito os atleticanos que nervosos erravam passes, perdiam bolas bobas e não conseguiam marcar Conca, Muriqui, Elkesson e Ling. Assim aos 18 minutos o lateral esquerdo Sun cruzou na área e Elkesson de cabeça acertou o travessão, mas o juiz para sorte do Galo tinha parado o jogo por impedimento. Aos 22, Conca cobrou falta com curva e Victor foi buscar com as pontas dos dedos, para salvar o que seria o terceiro gol do time chinês.

Sem inspiração e apático somente na bola parada o Atlético chegou. Com 37 minutos, Ronaldinho cobrou falta para boa defesa de Li. E aos 45 minutos, Jô recebeu na entrada da área e foi derrubado, falta que Ronaldinho Gaúcho cobrou com maestria, 2 a 2 no estádio em Marrakech e final de primeira etapa.
Ronaldinho Gaúcho jogo Atlético-MG contra Guangzhou Evergrande (Foto: Reuters)
Mesmo jogando mal, Galo supera Guangzhou e festeja terceira colocação no Mundial (Foto: Reuters)
Na volta de jogo a partida seguia a mesma, o Guangzhou era melhor e levava muito perigo ao gol de Victor. E com sete minutos, Elkesson chutou cruzado para mais uma boa defesa do goleiro atleticano. Ainda sem uma marcação encaixada, o Galo assistia a uma boa troca de passes do time chinês que com Muriqui recebendo de Conca e finalizando a gol colocou Victor para trabalhar novamente. Aos 12 minutos, Conca cobrou escanteio e Elkesson livre cabeceou na trave, era pressão total do Guangzhou.

Com sua equipe mal em campo acuada pelo limitado time chinês, Cuca sacou Jô e lançou Luan, adiantando Tardelli. Assim com mais velocidade e troca constante de posição, o Galo foi melhorando, adiantou a marcação e começou a ameaçar a defesa chinesa. No minuto 24, Luan arrancou na direita e cruzou na saída do goleiro Li, a bola sobrou na entrada da área para Ronaldinho Gaúcho que de ajeitou e mandou para o gol, mas o zagueiro Lee salvou antes que a bola chegasse às redes.

E era pela direta com Luan que o Galo chegava, aos 33 ele recebeu a bola, trocou passes com Tardelli e como um centroavante com um toque de letra tocou a bola que passou perto da trave direita de Li. Com 43 minutos, Ronaldinho que tinha acertado o marcador chinês com um tapa em jogada anterior, foi derrubado e pisado pelo volante Zhao, nervoso o meia respondeu com um chute e foi expulso, complicando o bom momento que vivia o Galo na partida.

E quando tudo parecia levar a decisão para os pênaltis, Leandro Donizete achou Tardelli na direita que apenas com um toque lançou Luan, que se aproveitando da marcação em linha do time chinês ganhou na velocidade e tocou na saída do goleiro Li, 3 a 2 Atlético e festa contida da delegação e torcida atleticana no estádio de Marrakech.

Final de jogo e vitória importante para o Galo que saí do Mundial com uma honrosa, mas dolorida terceira colocação e pior tendo que ficar no estádio para a premiação e ver a grande decisão, sonho dos jogadores, comissão técnica, torcedores e diretoria que agora terão de assistir Bayern e Raja na final do Mundial Fifa 2013.




sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Maringá Futebol Clube se prepara para o estadual

Campeão da divisão de acesso em 2013, equipe busca retomar tempos de glória do futebol maringaense

Por: Luis Henrique de Sá Perles

O representante maringaense na primeira divisão estadual, vem se preparando para a estreia na competição frente ao Coritiba, dia 19 de janeiro no estádio Willie Davids. A equipe comandada pelo treinador Claudemir Sturion, trabalha com 21 jogadores e ainda busca reforços.

Segundo o diretor de futebol do clube Paulo Regini, mais dois atletas devem chegar ao tricolor maringaense. Um lateral esquerdo e um meia de ligação devem encerrar as contratações da equipe que fará um amistoso oficial frente ao Operário de Ponta Grossa neste domingo, 22 de dezembro.

Com uma mescla de atletas que permaneceram da conquista do acesso e vários jogadores vindos do futebol catarinense, a equipe espera fazer uma competição honrosa e lutar por vaga na série D nacional, grande meta do clube na temporada. E para isto o Maringá Futebol Clube terá de ser o melhor time do interior, uma vez que apenas uma vaga para cada estado será liberada pela Confederação Brasileira de Futebol.

Os jogadores contratados até aqui são Rudimar, goleiro; Marcelo Felber e Fabiano zagueiros; o volante Serginho Paulista, o meia Max, além dos atacantes Felipe, Gabriel, Leandrinho e Pequi. Permanecem Ney e Ednaldo (goleiros), Baiano e Fernandinho (laterais); Marcelo Xavier, Juninho e Diego (zagueiros); Zé Leandro, Léo Maringá, Gilvan e Renan Tavares (meias), campeões da Divisão de Acesso que tiveram seus contratos renovados.

A diretoria anunciou também a rescisão de contrato de três jogadores na última semana, Paulinho Brasília atacante, Gerônimo lateral direito e Juninho Capixaba volante, que são representados pelo mesmo empresário dos jogadores Tiago Silva e Paulinho Oliveira ambos ex-Paraná Clube, que depois de acertarem verbalmente com o time maringaense foram direcionados a outra equipe. A diretoria não gostou da atitude do empresário e rompeu o contrato com os jogadores.

O clube também confirmou no último dia (11) o acordo com o Santa Rita Saúde, empresa de planos de saúde privada, que patrocinava o Galo Maringá. A parceria será realizada até o final do paranaense com possibilidades de ser estendida em caso de classificação a Série D nacional. O Santa Rita Saúde é uma empresa parceira do esporte maringaense, uma vez que apoia o ciclismo, natação, tênis e o atletismo da cidade canção.

Willie Davids
As reformas no setor coberto do estádio regional seguem a todo vapor. Tudo para que o local esteja apto a receber a grande estreia da equipe maringaense na competição estadual frente ao Coritiba, que provavelmente terá estádio lotado, independentemente da equipe da capital usar seus titulares ou não.




quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Raja joga melhor e bate Galo em Marrakech

Equipe marroquina surpreendeu o time de Cuca que terá que se contentar com a disputa do terceiro e quarto lugar

Por: Luis Henrique de Sá Perles

Raja Casablanca: Askri, El Hachimi, Benlamallen, Oulhaj, Karruchi, Guehi, Erraki, Chitbi (Mabide), Hafidi (Kanda), Moutouali e Iajour (Coulibaly).
Téc: Faouzi Benzarti

Atlético Mineiro: Victor, Marcos Rocha (Luan), Revér, Leonardo Silva, Lucas Cândido (Alecsandro), Pierre, Josué (Leandro Donizete), Ronaldinho Gaúcho, Diego Tardelli, Fernandinho e Jô.
Téc: Cuca.

Assim como no Mundial de 2000, justamente o último que o time marroquino disputou, uma equipe anfitriã chega a final do Mundial Interclubes Fifa. Com direito a uma bela exibição, a equipe do Raja Casablanca desbancou o favorito Atlético Mineiro que assim como o Internacional em 2010, decepciona seus milhões de torcedores no Brasil e no Marrocos.

No inicio da partida, o Galo até que pressionava a saída de bola marroquina, que assustada com a força do futebol brasileiro marcava atrás da linha da bola, respeitando muito o time de Ronaldinho e Cia. Porém chance boa mesmo de gol só depois dos 20 minutos, quando Fernandinho na esquerda cruzou e Jô desviou travado pela marcação viu a bola passar raspando na trave direita de Askri.

Nervoso e pouco efetivo, o Atlético só voltou atacar novamente com Fernandinho aos 32 minutos, ele recebeu e bateu cruzado levando perigo ao gol de Askri, mas a melhor chance do primeiro tempo foi do Raja. Karruchi escapou na esquerda nas costas de Marcos Rocha e cruzou para Moutouali livre bater de chapa para linda defesa de Victor. E no minuto 39, o mesmo Mouatoauli desta vez na esquerda nas costas de Lucas Cândido, apareceu livre e bateu cruzado pertinho da trave direita de Victor.

Ainda no primeiro tempo, Jô recebeu lindo passe do sumido Ronaldinho Gaúcho, mas bateu fraco para boa defesa de Askri. Final de primeiro tempo e a sensação era de superioridade em campo do time da casa, que empurrado por sua torcida e motivado por enfrentar Ronaldinho saíam de campo satisfeitos com a boa atuação.

Na segunda etapa, a confiança tomou conta do Raja, que mais ofensivo começou a incomodar o Galo, em especial pelos lados, sem coberturas do volantes do time mineiro (ambos muito mal no jogo de hoje), Moutoauli dominava o meio campo. E aos cinco minutos Hafidi em contra golpe enfiou linda bola para Iajour, o centroavante arrancou e finalizou no cantinho direito, vencendo Victor, 1 a 0 Raja.

O gol abateu de vez o Galo. Cuca sacou o lateral Marcos Rocha e lançou Luan, time pra cima pressionando o rival? Nada disso, na sequência aos sete minutos Moutouali rolou para Hafidi que impedido balançou as redes de Victor, mas o juiz anulou bem o lance. Tenso o Atlético começou a arriscar tudo, lançando bolas nas áreas para Jô e batendo de fora com Tardelli sem perigo ao gol de Askri. Só aos 18 minutos em falta na ponta esquerda, Ronaldinho cobrou com muita categoria no canto esquerdo de Askri  empatando o jogo, 1 a 1.
Raja de Hafidi superou o Atlético de Pierre e está na final do Mundial Interclubes (Foto: Reuters)

E quando tudo parecia se acertar para uma virada do Galo, o que se viu foi um Raja bem postado marcando forte e um Atlético se lançando cada vez mais ao ataque. Em uma dessas descidas, Luan não voltou, Iajour recebeu entrou em velocidade na área e foi derrubado por Revér, pênalti. E o capitão e craque do time Moutouali não desperdiçou, 2 a 1 Raja Casablanca e eram jogados 37 minutos de jogo.

O pesadelo Mazembe que assombrou o Inter em 2010 parecia mesmo se repetir, sem força e inspiração o Galo até que tentou, Cuca lançou Alecsandro na frente, Jô tentou de cabeça, mas o jogo era do time marroquino. Moutouali arrancou aos 48 minutos livre de marcação e bateu na saída de Victor, a bola explodiu no travessão e sobrou nos pés de Mabide, logo ele que tinha provocado Ronaldinho Gaúcho, gol do Raja 3 a 1, que sacramentou a dura eliminação do Galo.

E difícil admitir, mas o Raja foi superior técnica e taticamente ao time brasileiro, mostrou uma qualidade de passes certos, lançamentos e boa marcação de fazer inveja a muito clube tupiniquim. Ao contrário do Mazembe, não foi o menosprezo que elimina o Atlético, mas sim uma equipe inferior, que sabedora disso fez o seu melhor, teve competência e como prêmio fará uma final histórica frente ao gigante Bayern de Munique no sábado.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Bayern sofre no inicio, mas vence por 3 a 0 o frágil Guangzhou

Baváros superam campeão asiático e agora esperam rival para a grande decisão de sábado

Por: Luis Henrique de Sá Perles

Bayern: Neüer, Rafinha, Boateng, Van Buyten, Alaba, Lanh, Tiago Alcântara, Kroos (Javi Martínez), Gotse, Ribery (Shaquiri) e Mandizukic (Pizarro).
Téc: Pepe Guardiola.

Guangzhou Evergrande: Zhen, Zhang, Xiating,Linpeng, Kim, Zhi, Xuri (Junyan), Bowen (Hao), Conca, Muriqui (Gao Lin) e Elkesson.
Téc: Marcelo Lippi.

Um duelo de gerações e estilos de jogo. De um lado Pepe Guardiola, multi campeão treinador espanhol conhecido pelo jogo bonito e vencedor de suas equipes. Do outro Marcelo Lippi, treinador vitorioso no retrancado futebol italiano, campeão do mundo por aquele país e agora campeão asiático com o Guangzhou.

E com estas características a bola rolou e como era de esperar o Bayern atacava, tocava a bola e via seu rival muito aplicado na marcação, fechando os espaços e buscando na velocidade de seus atacantes surpreender a lenta defesa alemã. Porém, chute a gol perigoso mesmo, só aos 16 minutos, quando Götze cruza na área e Tiago Alcântara ajeita no peito e bate na trave direita de Zeng Chen.

Quatro minutos depois e irritado com a boa marcação chinesa, Rybéry chutou forte por cima do gol sem tanto perigo e aos 24 minutos foi a vez de Kroos receber na entrada da área e fuzilar no travessão de Zeng, a bola bateu por fora da linha e não entrou. Mantendo a posse de bola em cerca de 70%, a equipe da Bavária enfim chegou ao seu gol, em jogada cheia de bate e rebate na área, a bola caiu logo nos pés de Ribéry e o motivado ponta francês não perdoou, contando com a clara ajuda do goleiro Zeng, 1 a 0 Bayern.

Com o gol a retranca asiática foi por água abaixo e a confiança também, em saída errada do lateral esquerdo, Tiago Alcântara roubou a bola e cruzou na área para Mandizukic com certa tranquilidade fazer o segundo do Bayern. Sem muito esforço e na base do toque de bola e marcação alta no campo rival, o Bayern de Munique aproveitou as fraquezas da aplicada marcação chinesa para sair com uma bela vantagem no placar.
Bayern do craque Götze, espera Galo ou Raja para a grande final do Mundial Interclubes 2013 (Foto:AP)

Na volta do intervalo, o Bayern estava cheio de apetite e com 1 minuto Götze recebeu na ponta direita e chutou com muita categoria e curva fora do alcance de Zeng, 3 a 0 . O gol desanimou de vez o time chinês, que tentava marcar, mas não via a cor da bola em meio as trocas de passes cada vez mais lentos e tranquilos do time alemão. Aos 14 de jogo ele de novo, Götze chutou forte para nova defesa de Zeng.

Ribéry antes de ser substituído pelo suíço Shaquiri ainda tocou para o craque alemão Götze que em chute cruzado colocou Zeng para trabalhar. E o goleiro chinês ainda viu Shaquiri bater da entrada da área sem perigo, Götze mais uma vez girar sobre a marcação e bater rente a trave direita e de novo ele, Götze o homem do jogo receber de Shaquiri e finalizar de carrinho no travessão do Guangzhou.

Final de jogo e vitória do time da Bavária que agora encara o vencedor do duelo entre Raja Casablanca e Atlético Mineiro, mas não a como negar, o time alemão é o grande favorito na final que será realizada no sábado (21) na cidade de Marrakech, sendo assim te cuida Galo.


Campeões pela América

Após anos de jejum, San Lorenzo (ARG), Danúbio (URU) e Leon (MEX) conquistam suas respectivas ligas nacionais

Por: Luis Henrique de Sá Perles

Eles não eram favoritos e muito menos equipes consideradas fortes antes do inicio de suas competições, mas tiveram muita aplicação e competência para bater rivais com maior investimento e qualidade no papel. Assim depois de vários anos sem conquistas, San Lorenzo, Danúbio e Leon voltaram a figurar entre os grandes de suas ligas.

O San Lorenzo após seis longos anos, conquistou o campeonato argentino, através dos empates em 0 a 0 contra o Veléz e entre Newells e Lanús (2 a 2) na última rodada. Com a benção do Papa Francisco, torcedor fervoroso do time argentino, a equipe faturou seu 15° título entre aberturas, clausuras e agora torneios iniciais e finais.

A conquista veio sobre o comando do técnico Juan Antonio Pizzi, ex-jogador do Barcelona, River Plate, dentre outros clubes, que agora figura na lista de técnicos campeões nacionais. O San Lorenzo teve como maior mérito a aplicação tática e o conjunto de equipe, que contando com o bom goleiro Torrico ex-Godoy Cruz, o experiente zagueiro Cetto, o volante Ortigoza, o meia Romagnoli e o atacante Villalba, voltará a figurar em uma edição da Copa Libertadores, torneio que o clube ainda não venceu.
San Lorenzo conquista título argentino após seis anos (Foto:EFE)

O Danúbio terceiro grande do Uruguai, desde 2007 não fazia uma campanha digna de suas tradições, ultimamente servindo muito mais como barriga de aluguel para jogadores como Cavani e Stuani. A equipe em grave crise financeira, surpreendeu até mesmo os mais fanáticos torcedores ao superar os poderosos Nacional e Peñarol, além do também tradicional Defensor, antes favoritos no torneio.

Sobre o comando do jovem treinador Leonardo Ramos, teve como destaques na campanha o ex-goleiro da Roma, Goicoechea, o zagueiro brasileiro Jadson Viera (ex- River Plate- URU e Lanús -ARG) e o vice artilheiro da competição, atacante Líber Quinõnez (ex-Racing-URU). Com eles jogando o fino da bola, o clube alcançou após cinco temporadas a conquista de seu quarto título nacional.
No Uruguai, a festa foi do Danúbio campeão do abertura depois de cinco temporadas (Foto: http://mmdeportes.telediario.mx)

No México mais surpresas, após a primeira fase que qualificou os oito melhores clubes da liga para as quartas de final, o Leon patinho feio da competição atropelou. Eliminou Morélia, Santos Laguna e na final bateu o atual campeão e time base da seleção mexicana América Futebol Clube.

Sob o comando do treinador uruguaio Gustavo Matosas (ex- jogador campeão da Libertadores em 1993 pelo São Paulo e que também atuou no Goias e Atlético Paranaense no Brasil) e por dois atletas experientes o zagueiro Rafa Marquez ex-Barça e Bosseli atacante ex-Estudiantes em campo, a equipe surpreendeu o país ao conquistar a taça um ano depois de voltar da segunda divisão local.

O clube não vencia um campeonato mexicano desde 1992, sendo este o sétimo logro da equipe em competições nacionais de relevância. O Leon estará no caminho do Flamengo na Copa Libertadores 2014 em grupo que também contará com Bolívar (BOL) e Emelec (EQU).

Assim como a vida, o futebol dá muitas voltas e nesta temporada na Argentina, Uruguai e México torcedores desacreditados (se é que isto existe) e que há tempos não sorriam, podem agora passar um excelente final de ano.



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Galo forte e vencedor

Clube Atlético Mineiro, chega ao mundial querendo fazer frente ao Bayern de Munique e conquistar o mundo

Campeão da Copa Libertadores 2013 e jogando um belo e competitivo futebol, o Clube Atlético Mineiro chega ao Mundial do Marrocos, repleto de confiança. Apesar de ter rivais fortes na competição, nada parece deter a valentia dos guerreiros do Galo, que depois de tanto anos sem uma conquista relevante, faturaram a competição mais importante do continente.

Com uma equipe fundamentada no toque de bola e posicionamento versátil de diversos atletas, em especial os meias. O Atlético tem em Ronaldinho Gaúcho sua estrela principal, porém em campo quem tem resolvido e desde a Libertadores é Diego Tardelli. Atacante que voltou do futebol do Catar e vem fazendo a melhor temporada de sua carreira, como ponta ou meia, Tardelli é hoje um dos melhores jogadores da América do Sul.

E no ano do futebol mineiro, o Atlético campeão da Libertadores, visa agora a conquista do Mundial Fifa 2013, mesmo que para isso seja necessário vencer o temido Bayern de Munique. Nada impossível, afinal em 2013, o Galo passou por situações tão improváveis que nada mais parece deter Cuca e cia.

 Como joga: Sempre postado no 4-2-3-1, o Galo aposta na velocidade e troca de posições dos três meias. Ronaldinho antes da contusão, Tardelli e Fernandinho ou Luan municiam Jô, centroavante da seleção brasileira que tem faro de gol e agora com a cabeça no lugar, parece ter encontrado enfim seu melhor futebol.

A equipe tem ainda as saídas fortes na direita com o lateral Marcos Rocha, além de uma defesa firme por cima e por baixo, que conta com Réver, Leonardo Silva e o excelente goleiro Victor, todos eles protegidos por Pierre e Leandro Donizete, este último que ainda auxilia na saída de bola mineira.

No banco a força do elenco do Atlético Mineiro fica comprovada, Alecsandro e Guilherme na frente, Émerson na defesa, Rosinei e Dátolo entre volantes, além do útil meia atacante Luan e o  jovem e veloz, garoto Leleu, são opções para Cuca.

O ponto fraco é o lado esquerdo da defesa, Júnior Cesár, Richarlysson e agora Lucas Cândido não conseguem desenvolver a parte ofensiva e defensiva como na direita, o que às vezes faz pender o Galo para apenas um lado. Outro ponto fraco do Atlético é lentidão do zagueiro Leonardo Silva que pode sofrer com a velocidade dos pontas e meias do Bayern em uma possível final.

Time base: Victor, Marcos Rocha, Revér, Leonardo Silva, Lucas Candido (Junior César), Pierre, Leandro Donizete, Ronaldinho Gaúcho, Diego Tardelli, Fernandinho e Jô.
 Téc: Alex Stival (Cuca).




Em tese, o grande favorito ao título

Depois de conquistar a Champions League em grande estilo, o Bayern, agora comandado por Pep Guardiola, chega ao Marrocos para provar que time europeu dá sim valor ao Mundial de Clubes

Por: Bruno Secco

Que o Bayern de Munique é, atualmente, uma das grandes sensações do futebol mundial (se não for a maior), não é novidade alguma. O time alemão é impecável taticamente, com jogadores disciplinados e de extrema categoria, e que são hoje comandados por um dos maiores técnicos da história do futebol, nada mais, nada menos, que Pep Guardiola. Estes são alguns dos vários motivos que tornam o pentacampeão da UEFA Champions League o grande favorito para o título deste Mundial de 2013.

Depois de ser vice-campeão das três competições que disputou na temporada 2011/2012, o Bayern trouxe reforços para cada setor do time. Menos para o gol, pois Manuel Neuer, claro, é intocável. Para a zaga, um problema recorrente, trouxe Dante. Para o meio, trouxe Javi Martinez e Shaqiri. E para o ataque, o goleador Mario Mandzukic. Um time que já era forte, tornou-se praticamente impossível de ser batido. O resultado? O oposto que ocorreu na temporada anterior: o time, sob comando de Jupp Heynckes, foi campeão de tudo. Campeão disparado da Bundesliga, campeão da DFB-Pokal e campeão da Champions League, com destaque para as duas goleadas em cima do Barcelona, pelas semifinais da competição. Na final, venceu seu algoz da temporada anterior, Borussia Dortmund, por 2 a 1.

Agora, na temporada 2013/2014, o Bayern permanece firme com o status de o "time a ser batido". Claro, nenhum time no futebol é invencível, no máximo conseguem uma invencibilidade por um longo período, que é o caso do Bayern. E quem disse que o time campeão de tudo não precisa se reforçar? Além de Thiago Alcântara, Jan Kirchhoff e Mitchell Weiser, trouxe Mario Götze, do Dortmund, para compor seu elenco. E tem dado liga. O jovem meia tem atuado muito bem nos jogos que tem disputado pelo Gigante da Baviera.

Até sua estreia no Mundial, o Bayern perdeu na temporada apenas dois jogos, um contra o Borussia Dortmund (pela Supercopa alemã) e outro recentemente, para o Manchester City, pela última rodada da fase de grupos da Champions. Mesmo com as derrotas, se classificou em primeiro no seu grupo da competição continental e é, disparado, o líder da Bundesliga.

O time comandado por Guardiola chega ao Marrocos querendo mostrar para o mundo que o europeu se importa com esta competição. Relacionou para a mesma o que tem de melhor, excluindo o grande maestro do time, Bastian Schweinsteiger, e Arjen Robben, que se recuperam de lesão e têm previsão de retorno apenas para o próximo ano, desfalcando a equipe.

Guardiola já provou anteriormente que gosta desta competição. É bicampeão do Mundial de Clubes, conquistando o primeiro em 2009, ao bater o Estudiantes na final por 2 a 1, e o segundo em 2011, batendo o time do Santos por 4 a 0, sendo ambos os títulos pelo Barcelona, clube em que fez história.

Como joga: Depois da saída de Jupp Heynckes, que jogava no 4-2-3-1 (desde os tempos de Van Gaal), o time tem jogado grande parte dos jogos no 4-1-4-1. Guardiola tem usado Rafinha na lateral e Lahm de volante, já que Schweinsteiger passou boa parte do segundo semestre de 2013 lesionado. Mesmo com esta alteração no padrão tático, a equipe logo se encontrou e voltou a jogar de forma rápida, ofensiva, inteligente e com o diferencial: mais posse de bola, algo bem característico do estilo Guardiola.

Time base: Neuer, Alaba, Dante, Boateng, Rafinha. Lahm, Ribery, Kroos, Müller, Robben , Mandzukic. Técnico: Pep Guardiola.